O Instante Decisivo no processo criativo da IA Generativa
Um bom experimento pode ser abrir uma ferramenta de IA e escrever um prompt simples, mais como uma direção do que como um destino.
Se conseguir usar uma que ofereça muitas opções como o MidJourney, melhor ainda. O modo draft (rascunho) dele hoje em dia oferece 24 imagens de resultado pra cada prompt.
Por exemplo:
“uma memória que parece carnaval”
Gera algumas imagens, mas não escolhe necessariamente a mais bonita. Escolhe a que te chama por algum motivo: um erro, uma luz, um gesto, uma coisa estranha, e faz uma próxima rodada evoluindo a partir desse caminho.
Exemplo:
se apareceu uma criança olhando para um céu vermelho, o próximo prompt pode ser:
“uma criança olhando para um céu vermelho como se tivesse reconhecido uma lembrança do futuro”
Repete esse processo algumas vezes.
A cada rodada, pega o detalhe que mais te chamou e transforma ele no próximo caminho. No fim, não pergunta só “qual ficou melhor?”.
Pergunta:
“em qual imagem meu corpo reagiu?”
Onde deu vontade de continuar olhando, onde a respiração mudou um pouco, onde apareceu uma sensação difícil de explicar. Ali pode estar o seu clique interno.
O instante decisivo da IA não está no botão, está no reconhecimento das sensações.
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